Arquivo de Junho, 2008

Sete Partidas, poema
Manuel Alegre

MA_SetePartidas

Colecção: Mil Horas de Leitura, n.º 4
2.ª Edição
Formato: 13,5×20,9
N.º Págs. 48
Preço com IVA: €9,00
ISBN: 978-989-95597-6-9
EAN: 9789899559769

Sete Partidas é um poema inédito de Manuel Alegre, dividido em 12 partes, com o qual se inicia nesta Colecção a publicação de textos de poesia, lado a lado com a prosa de ficção.




PARTE 12

Um poema escreve-se entre a noite e a manhã
quando as águas irrompem na memória
e sob a página deixam a branca espuma
de um amor já distante um rosto um resto
um rasto um cheiro um som coisa nenhuma.

Caminha-se de encontro ao desencontro
e mesmo quando há ganho vem a perda
o segredo da História é o momento em que
tudo podia ser diferente. E o poema escreve-se
nesse breve senão. Para que dele fique

um tinir de cristal um fogo fátuo um eco
mesmo que não seja mais do que um virar
de página um imperceptível movimento
um acaso um se um mas que muda a vida.
E o poema é esse nada esse momento.

Até ao último instante D. Pedro espera
por Henrique e João. Mas Henrique não cumpre
e João morre de febres. Já ninguém se lhe junta.
Que futuro se foi com essas febres?
O poema será sempre essa pergunta.

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Só Resta o Amor, contos
Agustín Fernández Paz

AFP_SoRestaAmor

Colecção Mil Horas de Leitura, n.º 3
Formato: 13,5×20,9
N.º Págs. 224
Preço com IVA: €18,00
ISBN: 978-989-95597-5-2
EAN: 9789899559752

Agustín Fernández Paz

Vilalba, Lugo, 1947.
Licenciado em Ciências da Educação.
Diplomado em Língua Galega.

Adora que lhe contem histórias. De viva voz, através das páginas de um livro, na penumbra das salas de cinema e dos teatros ou no brilho frio de um qualquer ecrã. Afirma que desde a sua infância na Galiza do pós-guerra, os livros tiveram uma presença decisiva no seu percurso. Aplica à sua vida, o que Álvaro Cunqueiro escreveu naquela época: «como quem bebe água, o homem precisa de beber sonhos».

Tinha 28 anos quando Franco morreu. Deste modo, grande parte da sua vida foi marcada pela ditadura. Tal como todas as pessoas da sua geração, afirma que chegou sempre tarde a todo o lado: aos livros que deveria ter lido, aos filmes que marcaram muitos daqueles anos… Talvez por isso existam coisas na vida que aprecia de maneira especial: a liberdade, a memória, os livros, o cinema…

Agustín acredita que as palavras possuem a força necessária para mudar o mundo e pensa que os livros são imprescindíveis para nos ajudar a sonhar e a viver. Prefere ler o que outros escrevem, mas também gosta de inventar histórias e contá-las através da escrita. Na sua vasta obra, escrita em galego, largamente premiada e em grande parte traduzida para outras línguas, salientam-se títulos como “Corredores de sombra”, “Aire negro”, “Noite de voraces sombras”, “Cuentos por palavras”, “Cartas de inverno”, “O centro do labirinto”, “O Laboratório do Doutor Nogueira”, a novela juvenil “Rapazas”, etc. – os quatro últimos já publicados em Portugal.

Este é o seu livro mais recente. Com ele a literatura galega toma lugar na nossa colecção. Uma literatura fascinante numa língua irmã.

As vidas dos personagens das histórias deste livro estão ligadas por uma teia de fios invisíveis: Diana, Sara, Pablo, Laura, Adrián… Todos se apaixonam e descobrem que o amor é um sentimento de enorme poder, capaz de os transformar por inteiro e de os fazer ver a vida com outros olhos. Mas também experimentam a amargura causada pela falta de amor, ou a ausência, ou o amor fracassado. O amor em todas as suas variantes: do primeiro amor adolescente até àquele que sobrevive à morte. E, sempre, sempre, os livros como companheiros na aventura de amar.

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