Francisco Simões

Sobre Francisco Simões

Francisco Simões nasceu em Porto Brandão (Almada) em 1946; concluiu o Curso da Escola de Artes Decorativas António Arroio, em 1964. No ano seguinte foi bolseiro da OCDE em Roma, Turim, Novara e Milão. Trabalhou no Museu do Louvre em 1968, a convite de Germain Bazin.
Tendo ido viver para o Funchal aí iniciou a sua carreira docente, realizou o curso de escultura da Academia de Música e Belas Artes da Madeira e integrou a Comissão Directiva do museu da Quinta das Cruzes, no Funchal.
A sua actividade como capista tem tido como objecto a obra de consagrados romancistas e poetas portugueses, nomeadamente David Mourão Ferreira, Urbano Tavares Rodrigues, Fernando Dacosta, Maria Judite de Carvalho, Agostinho da Silva, Sophia de Mello Breyner Andresen. Realizou também inúmeras exposições, colectivas e individuais, e encontra-se representado em diversos museus e colecções particulares. Publicou vários livros relacionados com a sua obra como desenhador, pintor, escultor e ceramista e executou diversas obras de arte pública.

Luxúria Branca e Gabriela
João de Melo

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Desenhos: Francisco Simões
Colecção: Mil Horas de Leitura, n.º 10
Formato: 21,5×27
N.º Págs. 80
Preço com IVA: €25,00
ISBN: 978-989-8236-05-0
EAN: 9789898236050

N.º 10 da Colecção MHL, edição especial, cartonada, aparada, desenhos da capa e interior de Francisco Simões, formato especial 21,5×27.

“Devemos a João de Melo um dos mais belos livros dos anos 80, O Meu Mundo Não é Deste Reino, onde se cruzam com uma desenvoltura e uma violência raras na ficção romanesca nossa contemporânea, grandes e pequenos sentimentos, uma ordenação do mundo a partir de um imaginário ilhéu, amoroso, romântico e religioso.”
Francisco José Viegas (revista Ler, Janeiro de 1989)

Entre Pássaro e Anjo, de João de Melo, recupera espectacularmente a tradição do conto português, que, em termos contemporâneos, tem parâmetros exemplares em Manuel da Fonseca, Mário Dionísio, Branquinho da Fonseca, Irene Lisboa, Maria Judite de Carvalho e José Cardoso Pires.”
Baptista-Bastos (Diário Popular, 13.7.1987)

“São contos simbólicos, metafóricos, com recurso ao estilo realista a que o autor se mantém fiel: onde a literatura surge, escorreita, limpa, lisa, habilidosa. O limite máximo é atingido com ‘Os Animais Docentes’, um excelente, excelente conto.”
Clara Ferreira Alves (Expresso, 15.8.1987)

Gente Feliz Com Lágrimas é um belo romance, bem concebido e bem escrito,denso, impiedoso e dorido, recheado de cenas surpreendentes. Os Açores, e as letras pátrias, estão de parabéns por esta grande epopeia de amor e lucidez.”
Miguel Torga (carta de 7.5.1989)

“São contos perfeitos, estes de Bem-Aventuranças. Contos aliciantes. De um erotismo lento e feminino – e na percepção do mundo feminino, tão difícil a um autor no masculino.”
Cecília Barreira (JL – Jornal de Letras, 10.3.1992)

“O que há de singular na escrita de João de Melo, neste Dicionário de Paixões, é a extrema tensão entre a pulsão narrativa e a pulsão poética. Dir-se-ia que a prosa quer deixar de ser prosa sem chegar a ser poema. E tanto mais prosa quanto mais tende a deixar de o ser.”
Manuel Alegre
(JL – Jornal de Letras, 12.4.1995)

O Homem Suspenso inscreve-se entre os livros sobre um sentimento perturbador de exílio interior. Além desse aspecto, que o faz actual e nascido da mandrágora venenosa própria do nosso tempo, fica-se perante a voz particular de um grande escritor e de um importante livro sobre a dissolução.”
Lídia Jorge
(JL – Jornal de Letras, 4.12.1996)

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