João de Melo

Sobre João de Melo

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© Joana Melo

João de Melo Nasceu na ilha de São Miguel (Açores) em 1949, onde completou a instrução primária, prosseguindo os seus estudos no continente. Em 1967 passou a residir e a trabalhar em Lisboa. Depois da dura experiência da guerra colonial em Angola entre 1971 e 1974 (tema de duas das suas obras mais significativas, a antologia Os Anos da Guerra e o romance Autópsia de Um Mar de Ruínas), trabalhou na vida sindical, foi editor de autores portugueses, crítico literário e frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, pela qual veio a licenciar-se, em 1981, com o curso de Filologia Românica. Professor dos ensinos secundário e superior durante vários anos, foi convidado em 2001 pelo governo português para o cargo de conselheiro cultural em Espanha, vivendo e trabalhando desde então em Madrid.
Autor de mais de 20 obras, entre as quais ficção, ensaios, antologias, poesia, livros de crónica e de viagem, a maior parte dos seus livros está traduzida em vários países: Espanha, Itália, França, Holanda, Roménia, Bulgária, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Sérvia e México.
Foram-lhe atribuídos os seguintes prémios literários: Grande Prémio de Novela da Associação Portuguesa de Escritores, Prémio Eça de Queiroz/Cidade de Lisboa, Prémio Cristóvão Colombo (Cidades Capitais Ibero-americanas), Prémio Fernando Namora/Casino do Estoril, Prémio Antena 1, Prémio «A Balada» e Prémio Dinis da Luz.
Gente Feliz com Lágrimas, o seu romance mais conhecido e reeditado (200 mil exemplares), foi adaptado ao teatro pelo grupo O Bando, e a telefilme e a televisão pelo realizador José Medeiros.

Luxúria Branca e Gabriela
João de Melo

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Desenhos: Francisco Simões
Colecção: Mil Horas de Leitura, n.º 10
Formato: 21,5×27
N.º Págs. 80
Preço com IVA: €25,00
ISBN: 978-989-8236-05-0
EAN: 9789898236050

N.º 10 da Colecção MHL, edição especial, cartonada, aparada, desenhos da capa e interior de Francisco Simões, formato especial 21,5×27.

“Devemos a João de Melo um dos mais belos livros dos anos 80, O Meu Mundo Não é Deste Reino, onde se cruzam com uma desenvoltura e uma violência raras na ficção romanesca nossa contemporânea, grandes e pequenos sentimentos, uma ordenação do mundo a partir de um imaginário ilhéu, amoroso, romântico e religioso.”
Francisco José Viegas (revista Ler, Janeiro de 1989)

Entre Pássaro e Anjo, de João de Melo, recupera espectacularmente a tradição do conto português, que, em termos contemporâneos, tem parâmetros exemplares em Manuel da Fonseca, Mário Dionísio, Branquinho da Fonseca, Irene Lisboa, Maria Judite de Carvalho e José Cardoso Pires.”
Baptista-Bastos (Diário Popular, 13.7.1987)

“São contos simbólicos, metafóricos, com recurso ao estilo realista a que o autor se mantém fiel: onde a literatura surge, escorreita, limpa, lisa, habilidosa. O limite máximo é atingido com ‘Os Animais Docentes’, um excelente, excelente conto.”
Clara Ferreira Alves (Expresso, 15.8.1987)

Gente Feliz Com Lágrimas é um belo romance, bem concebido e bem escrito,denso, impiedoso e dorido, recheado de cenas surpreendentes. Os Açores, e as letras pátrias, estão de parabéns por esta grande epopeia de amor e lucidez.”
Miguel Torga (carta de 7.5.1989)

“São contos perfeitos, estes de Bem-Aventuranças. Contos aliciantes. De um erotismo lento e feminino – e na percepção do mundo feminino, tão difícil a um autor no masculino.”
Cecília Barreira (JL – Jornal de Letras, 10.3.1992)

“O que há de singular na escrita de João de Melo, neste Dicionário de Paixões, é a extrema tensão entre a pulsão narrativa e a pulsão poética. Dir-se-ia que a prosa quer deixar de ser prosa sem chegar a ser poema. E tanto mais prosa quanto mais tende a deixar de o ser.”
Manuel Alegre
(JL – Jornal de Letras, 12.4.1995)

O Homem Suspenso inscreve-se entre os livros sobre um sentimento perturbador de exílio interior. Além desse aspecto, que o faz actual e nascido da mandrágora venenosa própria do nosso tempo, fica-se perante a voz particular de um grande escritor e de um importante livro sobre a dissolução.”
Lídia Jorge
(JL – Jornal de Letras, 4.12.1996)

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