João Ubaldo Ribeiro

Sobre João Ubaldo Ribeiro

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© Berenice Ribeiro

Nasceu na Ilha de Itaparica, Bahia, em Janeiro de 1941. Em 1947 inicia estudos com um professor particular. Seu pai, advogado, professor e político, não suportava ter em casa um filho analfabeto. Prestava contas ao pai diariamente das suas leituras, sendo algumas vezes solicitado a resumi-las e a traduzir alguns de seus trechos. Não tinha folga nem nas férias; nelas praticava latim e copiava os sermões do padre António Vieira.
Concluiu o curso de Direito mas nunca exerceu a profissão de advogado.
Em 1963 escreve seu primeiro romance, “Setembro Não Faz Sentido” impresso, com o apadrinhamento de Jorge Amado e, em 1971, lança Sargento Getúlio, merecedor do Prémio Jabuti concedido pela Câmara Brasileira do Livro. Segundo a crítica, esse livro mostrou-o herdeiro do melhor de Graciliano Ramos e do melhor de Guimarães Rosa.
Em 1979 publica o romance Vila Real. Muda-se com a família para Lisboa em 1981, graças a uma bolsa concedida pela Fundação Calouste Gulbenkian e aqui estabelece relações com alguns escritores portugueses. De regresso ao Brasil, publica a colectânea de contos Livro de Histórias (mais tarde republicado com o título de Já Podeis Da Pátria Filhos). Inicia a sua colaboração semanal no jornal O Globo, que espantosamente perdura até hoje.
Em 1984 publica Viva O Povo Brasileiro. O livro nasceu (ironiza o Autor) da recordação de uma frase de seu pai, quando se referia aos seus romances curtos: “Livro que não fica em pé sozinho, não presta.” Em 1987 recebeu os prémios Jabuti e o Golfinho de Ouro, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, atribuídos a este romance. Em 1989 lança o romance O Sorriso do Lagarto e termina, em 1994, a adaptação cinematográfica de Tieta do Agreste, do seu amigo e conterrâneo Jorge Amado. O filme teve Sonia Braga como actriz principal e foi dirigido por Cacá Diegues. Na Feira do livro de Frankfurt, recebeu o Prémio Anna Seghers, concedido somente a escritores alemães e latino-americanos.
Recebeu também o prémio Die Blaue Brillenschlange – concedido ao melhor livro infanto-juvenil sobre minorias não-europeias — pela edição alemã de Vida e Paixão de Pandonar, o Cruel.
Em 1997 publica o romance O Feitiço da Ilha do Pavão.
Durante a IX Bienal do Livro – Rio de Janeiro, em Abril de 1999, lança o livro A Casa dos Budas Ditosos, um romance sobre a luxúria que obtém enorme sucesso de vendas, permanecendo mais de trinta e seis semanas nas listas dos mais vendidos. O romance foi publicado na Espanha, França e outros países. Em Portugal, duas redes de supermercados proibiram a venda nos seus estabelecimentos. Os protestos e a indignação generalizaram-se na comunicação social. O livro foi depois traduzido para inglês, nos Estados Unidos.
Desde 1993 ocupa a cadeira n.º 34 da Academia Brasileira de Letras. Em 2008 foi agraciado com o Prémio Camões, considerado o mais prestigiado galardão literário em língua portuguesa.

Viva o Povo Brasileiro
João Ubaldo Ribeiro

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Colecção: Mil Horas de Leitura, n.º 7
Revisão: Lídia Freitas
Formato: 13,5×20,9
N.º Págs. 856
Preço com IVA: €28,00
ISBN: 978-989-8236-01-2
EAN: 9789898236012

Ao contrário da impressão que o título deste romance pode causar a uma primeira leitura, Viva o Povo Brasileiro não é uma saga da nação brasileira, nem uma tentativa de construir uma “história secreta” como contraponto da “história oficial”. Este extraordinário romance (Prémio Jabuti e Prémio Golfinho de Ouro em 1985), que deixou uma forte marca na literatura brasileira e em toda a literatura latino-americana, é principalmente a história exuberante e encantada da busca de identidade e da consciência do povo brasileiro, tão agredido na diversidade das suas raízes culturais. E também, de certo modo, a história do surgimento dessa consciência e da luta pela sua afirmação.

Mais de três séculos de história do povo brasileiro resumem-se neste livro, na sua escrita encantatória, na sua arquitectura exuberante, transformando João Ubaldo Ribeiro (Prémio Camões, 2008) num dos escritores mais importantes da literatura brasileira e mundial.

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A Casa dos Budas Ditosos
João Ubaldo Ribeiro

NM_ACasaDosBudasDitosos_CAPAColecção: Mil Horas de Leitura, n.º 8
Revisão: Lídia Freitas
Formato: 13,5×20,9
N.º Págs. 224
Preço com IVA: €18,00
ISBN: 978-989-8236-02-9
EAN: 9789898236029

Durante a IX Bienal do Livro – Rio de Janeiro, em Abril de 1999, João Ubaldo Ribeiro lança o livro A Casa dos Budas Ditosos, um romance sobre a luxúria que obtém um enorme sucesso de vendas, permanecendo mais de trinta e seis semanas, nas listas dos mais vendidos. O romance foi publicado em Espanha, França e outros países. Em Portugal, duas redes de supermercados proibiram a venda do livro nos seus estabelecimentos. Os protestos e a indignação generalizaram-se na comunicação social, sem uma explicação ou um pedido de desculpas. Apesar deste vergonhoso acontecimento, o livro teve depois várias edições em Portugal. Foi ainda traduzido para inglês, nos Estados Unidos.

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Miséria e Grandeza do Amor de Benedita
João Ubaldo Ribeiro

JUR_MiseriaGrandeAmorBeneditaColecção: Mil Horas de Leitura, n.º 9
Formato: 13,5×20,9
N.º Págs. 152
Preço com IVA: €15,00
ISBN: 978-989-8236-00-5
EAN: 9789898236005

Depois da publicação dos romances Viva o Povo Brasileiro e A Casa dos Budas Ditosos, dá-se sequência à edição das obras do Prémio Camões, 2008, João Ubaldo Ribeiro, com o romance Miséria e Grandeza do Amor de Benedita.

Um romance curto, extraordinariamente bem trabalhado do ponto de vista da escrita e da sua arquitectura interna, pleno de ironia e de mistérios, localizado na ilha de Itaparica, local de nascimento do próprio Autor:
“E o que é que se vê nesta ilha, que no mundo não tem comparação? Nem uma vida, nem duas vidas, nem quatro vidas, nem dezoito vidas bastariam para se aprender tudo o que há na ilha. Sabe-se de gente que está nela faz mais de quarenta ou cinquenta encarnações e, a cada encarnação, por mais bem vividas que tenham sido as anteriores, o encarnado pode até pensar que já compreende muita coisa mas, quando fica velho, vê que não compreende quase nada, precisa voltar sabe-se lá quantas vezes – Deus não tem pressa nenhuma, para ele tudo é ontem, hoje e amanhã, só quem vive dentro do tempo somos nós.”

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O Albatroz Azul
João Ubaldo Ribeiro

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Colecção: Mil Horas de Leitura, n.º 11
Revisão: Lídia Freitas
Formato: 13,5×20,9
N.º Págs. 248
Preço com IVA: €16,00
ISBN: 978-989-8236-16-6
EAN: 9789898236166

O novo romance de João Ubaldo Ribeiro (Prémio Camões 2008).

* UMA OBRA DE GÉNIO *

Depois da publicação pelas Edições Nelson de Matos dos romances Viva o Povo Brasileiro, de A Casa dos Budas Ditosos, de Miséria e Grandeza do Amor de Benedita, 7 anos após a publicação do seu último romance, João Ubaldo Ribeiro dá sequência à sua obra romanesca com a publicação simultânea em Portugal e no Brasil de O Albatroz Azul.
Um romance que se integra directamente no melhor do património literário mundial, um livro que nos traz a felicidade de nos divertir, de nos fazer pensar, de nos deslumbrar com a exuberância da sua arquitectura linguística e a surpresa constante das suas situações. Uma obra de génio, sim. Densa, misteriosa, acutilante. Como “o zizio de uma faca sendo amolada na pedra”.

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Sargento Getúlio
João Ubaldo Ribeiro

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Colecção: Mil Horas de Leitura, n.º 13
Revisão: Lídia Freitas
Formato: 13,5×20,9
N.º Págs. 264
Preço com IVA: €18,00
ISBN: 978-989-8236-17-3
EAN: 9789898236173



1.ª EDIÇÃO EM PORTUGAL
Nas livrarias a partir de 11 de Outubro



O sargento Getúlio Bezerra é um homem rude e ignorante, um polícia militar que vai transportar, através do sertão de Sergipe, um preso político inimigo de seu chefe, o coronel Acrísio Antunes. Pelo caminho vai recordando e monologando o seu passado de aventuras e violência.
Durante o percurso, na companhia do colega Amaro, Getúlio é informado que uma mudança de cenário político o obriga a abandonar a missão. Não acredita. E decide seguir até ao fim as ordens do chefe, custe o que custar. “Eu vou levar esse traste arrastado ou espetado, (…) e chegando lá apresento ele”.
Romance inovador, nele João Ubaldo demonstra o seu génio incomparável, a sua excepcional capacidade para manejar as palavras e criar uma nova linguagem, forçando-as a transmitir novos significados e novas emoções.
“João Ubaldo é o maior escritor de minha geração, um dos maiores da literatura em língua portuguesa de todos os tempos.”: Cacá Diegues
Deste romance nasceu em 1982 o filme com o mesmo nome produzido e dirigido por Hermano Penna. Argumento de Hermano Penna e Flávio Porto, com diálogos adicionais do Autor; Fotografia Walter Carvalho; Música José Luiz Penna, Tiago Araripe, Paulinho Costa; Cenografia, Figurinos, Maquilhagem, Joel Queiroz; Elenco: Lima Duarte (Sargento Getúlio), Orlando Vieira (Amaro), Inez Maciel (Luzinete), Fernando Bezerra (preso), Flávio Porto (Padre), António Leite (Tenente), Otavio Sales (Nestor), Marcia de Lima (Filha de Nestor); Povo da Cidade de Poço Redondo, Sergipe. Vencedor do XI Festival do Cinema Brasileiro de Gramado. Tripla escolha para Melhor Filme em votação do Júri oficial, da Crítica e da Imprensa. Melhor Actor: Lima Duarte. Melhor actor secundário: Orlando Vieira (Amaro).

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