Pepetela

Sobre Pepetela

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© Luísa Barragon

Artur Pestana nasceu em Benguela, Angola, em 1941, onde cursou o Ensino Secundário. Partiu para frequentar a Universidade, em Lisboa, em 1958. Por razões políticas, em 1962, saiu de Portugal para Paris e seis meses depois para a Argélia, onde se licenciou em Sociologia, ao mesmo tempo que trabalhava na representação do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e no Centro de Estudos Angolanos, que ajudou a criar.

Em 1969 foi chamado a participar na luta de libertação angolana, em Cabinda, tendo então adoptado o nome de guerra de Pepetela, que mais tarde viria a utilizar como pseudónimo literário. Em Cabinda foi simultaneamente guerrilheiro e responsável do sector da educação.

Em 1972 foi transferido para a Frente Leste de Angola, onde desempenhou a mesma actividade até ao acordo de paz de 1974 com o Governo português.

Em Novembro de 1974 integrou a primeira delegação do MPLA que se fixou em Luanda, desempenhando os cargos de Director do Departamento de Educação e Cultura e do Departamento de Orientação Política.

Em 1975, até à data da independência de Angola, foi membro do Estado-Maior da Frente Centro. No mesmo ano, participou na fundação da União de Escritores Angolanos.

De 1976 a 1982, foi vice-ministro da Educação, passando posteriormente a leccionar Sociologia na Universidade de Luanda. Tem desempenhado cargos directivos na União de Escritores Angolanos. Actualmente é Presidente da Assembleia-Geral da Associação Cultural “Chá de Caxinde” e da Sociedade de Sociólogos Angolanos.

Foi galardoado com os seguintes prémios:

Prémio Nacional de Literatura de 1980, pelo romance Mayombe.
Prémio Nacional de Literatura de 1985, pelo romance Yaka.
Prémio especial dos críticos de S. Paulo (Brasil) de 1993, pelo romance A Geração da Utopia.
Prémio Camões de 1997, pelo conjunto da obra.
Prémio Prinz Claus (Holanda) de 1999, pelo conjunto da obra.
Prémio Nacional de Cultura e Artes de 2002, pelo conjunto da obra.
Prémio Internacional de 2007 da Associação dos Escritores Galegos.

Contos de Morte
Pepetela

PEP_ContosMorteColecção: Mil Horas de Leitura, nº. 2
2.ª Edição
Formato: 13,5×20,9
N.º Págs. 96
Preço com IVA: €10,00
ISBN: 978-989-95597-3-8
EAN: 9789899559738

Cinco histórias dispersas deste grande escritor angolano, até agora inéditas em livro.

São alguns contos que percorrem muitos anos e talvez maneiras diferentes de olhar o mundo. O primeiro e mais antigo, “A Revelação”, situa-se no iniciar da luta pela libertação de Angola, quando os motivos eram fortemente raciais e menos políticos, em primeiro lugar, e perfilava-se a descoberta de outra maneira de apreciar o que parecia acontecer. Também o autor era jovem e aprendia.

Outros contos são mais recentes, embora alguns tentem evocar ambientes antigos, de eras passadas, como “Estranhos Pássaros”, conto para servir de introdução ao canto V de Os Lusíadas, a pedido da revista Expresso, ou mesmo “Mandioca de Feitiço”, numa homenagem a Miguel Torga para a Câmara de Sintra ou “O Caixão do Molhado”, escrito para uma antologia de Porto, Capital da Cultura, em que se rememora a época colonial e a posterior. “O nosso País é bué” retrata claramente um ambiente pós-colonial e os mitos criados por nós próprios, muitas vezes independentemente da nossa vontade.
De facto, mais de quarenta anos separam o mais antigo do mais moderno. Talvez haja pontos comuns na maneira de ver o mundo, embora o autor tenha forçosamente mudado. Mas pode ser que as realidades focadas não sejam afinal tão diferentes assim, ou pelo menos haja alguns fios de ligação.
O Mundo, esse, continua a andar à roda e a confundir todos.
Pepetela

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