Renato Miguel do Carmo, (n. 1971), sociólogo, licenciado e mestre pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH-UNL), doutorado pelo Instituto de Ciências Sociais (ICS-UL), exerce funções como investigador auxiliar no Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-ISCTE). Autor de vários livros e artigos, publicados em revistas nacionais e internacionais, versando principalmente as temáticas das desigualdades sociais e territoriais, globalização, mobilidade espacial e capital social. Recentemente coordenou (com Daniel Melo e Ruy Blanes) A Globalização no Divã (Tinta da China, 2008) e (com José Alberto Simões) A Produção das Mobilidades, Redes, Espacialidades e Trajectos (ICS, 2009). Co-autor de vários blogues entre os quais o Peão e Pensamento do Meio-Dia.
Renato Miguel do Carmo
Onde Pára o Estado?
Políticas Públicas em Tempos de Crise
Renato Miguel do Carmo e João Rodrigues
Quinta-feira, 10 Setembro 2009
Coordenação: Renato Miguel do Carmo e João RodriguesColecção: Pensar-Navegar, n.º 2
Formato: 15,5×30,0
N.º Págs. 312
ISBN: 978-989-8236-11-1
EAN: 9789898236101
Os vários estados do Estado
Renato Miguel do Carmo, João Rodrigues
Metamorfoses do Estado: Portugal e a emergência do Estado neo-social
Filipe Carreira da Silva
Onde pára o mercado? Movimentos e contra movimentos nas políticas públicas
João Rodrigues
O Estado ausente? Da liberalização dos mercados financeiros à crise do capitalismo sob hegemonia da finança
Nuno Teles
A crise actual não revela apenas as contradições do neoliberalismo
João Galamba
Socialismo democrático, Estado e liberdade individual
Tiago Barbosa Ribeiro
Os desafios do desenvolvimento económico e o papel das políticas públicas
Ricardo Paes Mamede
O imposto negativo, ou como aliar emprego e redistribuição na luta contra a pobreza
Hugo Mendes
Do papel do Estado na regulação dos riscos ambientais ou de como subordinar as prioridades às urgências
Marisa Matias
Estado propulsor de desenvolvimento: os territórios da política da vida
Renato Miguel do Carmo
Se alguma constatação se pode retirar destes longos e conturbados meses de crise financeira e económica é a de que os Estados nacionais se transformaram num dos pilares fundamentais do sistema económico. No fundo eles nunca deixaram de ter essa função, a grande diferença é que anteriormente não existia este reconhecimento generalizado. De repente, os Estados emergiram no centro do sistema financeiro como os salvadores inevitáveis de todo um sistema desacreditado que entretanto entrava em colapso. Curiosamente, o Estado que foi posto de lado por parte do discurso, que não da acção neoliberal, e visto como o elemento perverso que sempre deturpou a sã espontaneidade dos mercados, sofreu uma repentina reabilitação como uma instituição essencial e incontornável para a boa saúde dos mercados. Se até há bem pouco tempo se anunciava que a economia não passava pelo Estado, agora proclama-se que a economia não pode passar sem o Estado.
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