Rider Haggard

Sobre Rider Haggard

Sir Henry Rider Haggard (1856-1925) nasceu em Bradenham, condado de Norfolk, Inglaterra, oitavo entre dez irmãos. Ao contrário deles, foi enviado para uma escola pública para concluir os seus estudos, porque o pai o via como alguém que «não ia chegar a parte alguma» e achava não ter meios para continuar a pagar-lhe uma educação privada. Após falhar a entrada no exército é enviado para um explicador privado, em Londres, para preparar o exame de admissão ao British Foreign Office, no qual nunca chega a ingressar. Em vez disso, é enviado para a África do Sul, com uma posição não remunerada, como assistente do secretário do vice-governador da colónia do Natal. Em 1878, torna-se escrivão do Supremo Tribunal do Transval e escreve ao pai indicando que tenciona regressar a Inglaterra e casar. O pai proíbe-o de o fazer até ter arranjado uma carreira. Quando regressa a Inglaterra, casa com uma amiga da irmã, volta a regressar a África e tem três filhas, entre as quais Lilias Haggard que viria a escrever uma biografia a seu respeito (The Cloak that I Left). Regressa a Inglaterra em 1882, e instala-se em Norfolk. Haggard dedica-se ao estudo de Direito e começa a exercer em 1884. Fraco advogado, passa grande parte do tempo a escrever romances, algo que considera mais lucrativo. Influenciado pelos grandes exploradores da África colonial, e as ruínas de antigas civilizações perdidas, cria a personagem Alão Quartelmar. Envolve- se na reforma da agricultura e é membro de muitas comissões territoriais, trabalho que lhe proporciona diversas viagens às colónias e possessões inglesas. É armado Knight Bachelor em 1912 e Knight Commander of the Order of the British Empire em 1919. Escritor prolífero deixa atrás de si um total de setenta e três obras.

As Minas de Salomão
Rider Haggard

RH_MinasSalomaoColecção: Biblioteca Juvenil, n.º 3
Tradução: Eça de Queiroz
Revisão: Lídia Freitas
Formato: 13,5×20,9
N.º Págs. 220
Preço com IVA: €13,00
ISBN: 978-989-8236-08-1
EAN: 9789898236081

As Minas de Salomão é o mais popular romance de aventuras da era vitoriana. Publicado em 1885, beneficiando à época da maior campanha publicitária feita à edição de um livro, com letreiros e cartazes por toda a Londres anunciando «The Most Amazing Book Ever Written», torna-se um best-seller imediato. Apesar de ter sido em finais do século XIX que grandes exploradores começam a descobrir e a revelar civilizações e cidades perdidas, a África negra permanece ainda quase desconhecida. As Minas de Salomão serão o primeiro romance sobre a aventura africana publicado em inglês. Captando a atenção e imaginação dos leitores de todas as idades, o romance leva-nos à descoberta de uma África inexplorada por um grupo de aventureiros conduzido por Alão Quartelmar. É uma obra precursora do género literário Lost World, onde se incluem os romances de fantasia ou ficção científica que envolvem a descoberta de novos mundos.

Sobre a Tradução

As Minas de Salomão é a única tradução conhecida de Eça de Queiroz. Publicada em 1891, nos últimos anos da sua vida. É uma tradução muito trabalhada, muito cuidada. Segundo diversos autores, com uma qualidade literária superior à do original de Rider Haggard. Quando o livro foi publicado originalmente, em Inglaterra, em 1885, tornou-se imediatamente um grande sucesso editorial, várias edições esgotadas, traduções em diversos países, tiragens muito significativas para a época. Este êxito, acompanhado pelo interesse crescente pelos temas africanos que havia eclodido por toda a parte, terá justificado a curiosidade de Eça por este livro, conduzindo-o a efectuar a sua tradução para o português. As características inigualáveis da escrita de Eça de Queiroz, fazem deste livro uma obra de grande fulgor literário.

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