Trata-se de uma colecção de Literatura (poesia ou prosa) que se pretende muito seleccionada. Clássicos ou contemporâneos, novos autores ou escritores consagrados, portugueses ou estrangeiros, conto, novela, romance, poesia, o importante é a qualidade dos textos e o prazer e fascínio que a sua leitura possa despertar em nós.
Mil Horas de Leitura
Lavagante, Encontro Desabitado
José Cardoso Pires
Sexta-feira, 15 Fevereiro 2008
Colecção: Mil Horas de Leitura, n.º 1
6.ª Edição
Fixação do texto e revisão: Ana Cardoso Pires
Formato 13,5×20,9
N.º Págs. 92
Preço com IVA: €10,00
ISBN: 978-989-95597-1-4
EAN: 9789899559714
(…) Curiosidade. Pôr à prova um olhar, descobrir (melhor: verificar) um corpo que se imagina, aí está o que é a curiosidade do homem em certa altura da vida. Daniel sabia isto, conversámos sobre o assunto várias vezes. Duma delas recordo-me de o ter ouvido: – Ao fim e ao cabo, as mulheres é que escolhem o momento e os termos da ofensiva. Meditam tudo em casa e passado tempo acabam por confessar: «Naquele dia, sabes, eu tinha resolvido…» (…)
(…) naquele dia, 2 de Maio, a multidão da Baixa andava alheia aos céus e às águas luminosas do Tejo: olhava as fachadas dos edifícios salpicadas de balas. Operários dos subúrbios e casais de vida repousada desceram, curiosos, dos seus bairros para visitarem as ruas onde se tinham dado os motins da véspera. Apesar dos comunicados do Governo, apesar das patrulhas e dos quartéis armados até aos dentes, a revolta rompera no coração da cidade à hora marcada pelos microfones clandestinos (…)
(…) «Sei o que joguei, meu amor», lê-se, entre outras coisas, numa carta escrita há uma semana por Cecília. «Mas eu não podia suportar por mais tempo a ideia de estares fechado numa prisão, tu que tanto gostas de viver (…)
Este texto nunca foi publicado em livro. Uma sua primeira (?) versão, muito reduzida, foi publicada em Dezembro de1963, no n.º 11 da revista O Tempo e o Modo, pág. 30 (edição da Livraria Moraes Editores, Lisboa), com o título Um Lavagante e Outros Exemplares, com a menção, em Nota de Redacção, de que se tratava de “(…) um capítulo do seu próximo romance, ainda provisoriamente sem título”. Existem outras versões, manuscritas, sem data, uma delas com o título O Lavagante e a Mulher do Próximo. Existem algumas versões dactilografadas, também sem datas. Todas indiciam, pelas emendas, serem posteriores ao texto publicado em 1963. É também possível perceber que se trata de um texto anterior a O Delfim, publicado pela primeira vez em 1968, pela Livraria Moraes Editores. Talvez se possa concluir que se trata de um texto cujo trabalho de escrita, tal como se apresenta nesta versão final dactilografada directamente pelo Autor, foi sendo elaborado ao longo de vários anos, mais ou menos entre 1963 e 1968.
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Contos de Morte
Pepetela
Sexta-feira, 2 Maio 2008
Colecção: Mil Horas de Leitura, nº. 2
2.ª Edição
Formato: 13,5×20,9
N.º Págs. 96
Preço com IVA: €10,00
ISBN: 978-989-95597-3-8
EAN: 9789899559738
Cinco histórias dispersas deste grande escritor angolano, até agora inéditas em livro.
São alguns contos que percorrem muitos anos e talvez maneiras diferentes de olhar o mundo. O primeiro e mais antigo, “A Revelação”, situa-se no iniciar da luta pela libertação de Angola, quando os motivos eram fortemente raciais e menos políticos, em primeiro lugar, e perfilava-se a descoberta de outra maneira de apreciar o que parecia acontecer. Também o autor era jovem e aprendia.
Só Resta o Amor, contos
Agustín Fernández Paz
Quinta-feira, 12 Junho 2008
Colecção Mil Horas de Leitura, n.º 3
Formato: 13,5×20,9
N.º Págs. 224
Preço com IVA: €18,00
ISBN: 978-989-95597-5-2
EAN: 9789899559752
Agustín Fernández Paz
Vilalba, Lugo, 1947.
Licenciado em Ciências da Educação.
Diplomado em Língua Galega.
Adora que lhe contem histórias. De viva voz, através das páginas de um livro, na penumbra das salas de cinema e dos teatros ou no brilho frio de um qualquer ecrã. Afirma que desde a sua infância na Galiza do pós-guerra, os livros tiveram uma presença decisiva no seu percurso. Aplica à sua vida, o que Álvaro Cunqueiro escreveu naquela época: «como quem bebe água, o homem precisa de beber sonhos».
Tinha 28 anos quando Franco morreu. Deste modo, grande parte da sua vida foi marcada pela ditadura. Tal como todas as pessoas da sua geração, afirma que chegou sempre tarde a todo o lado: aos livros que deveria ter lido, aos filmes que marcaram muitos daqueles anos… Talvez por isso existam coisas na vida que aprecia de maneira especial: a liberdade, a memória, os livros, o cinema…
Agustín acredita que as palavras possuem a força necessária para mudar o mundo e pensa que os livros são imprescindíveis para nos ajudar a sonhar e a viver. Prefere ler o que outros escrevem, mas também gosta de inventar histórias e contá-las através da escrita. Na sua vasta obra, escrita em galego, largamente premiada e em grande parte traduzida para outras línguas, salientam-se títulos como “Corredores de sombra”, “Aire negro”, “Noite de voraces sombras”, “Cuentos por palavras”, “Cartas de inverno”, “O centro do labirinto”, “O Laboratório do Doutor Nogueira”, a novela juvenil “Rapazas”, etc. – os quatro últimos já publicados em Portugal.
Este é o seu livro mais recente. Com ele a literatura galega toma lugar na nossa colecção. Uma literatura fascinante numa língua irmã.
As vidas dos personagens das histórias deste livro estão ligadas por uma teia de fios invisíveis: Diana, Sara, Pablo, Laura, Adrián… Todos se apaixonam e descobrem que o amor é um sentimento de enorme poder, capaz de os transformar por inteiro e de os fazer ver a vida com outros olhos. Mas também experimentam a amargura causada pela falta de amor, ou a ausência, ou o amor fracassado. O amor em todas as suas variantes: do primeiro amor adolescente até àquele que sobrevive à morte. E, sempre, sempre, os livros como companheiros na aventura de amar.
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Sete Partidas, poema
Manuel Alegre
Sábado, 21 Junho 2008
Colecção: Mil Horas de Leitura, n.º 4
2.ª Edição
Formato: 13,5×20,9
N.º Págs. 48
Preço com IVA: €9,00
ISBN: 978-989-95597-6-9
EAN: 9789899559769
Sete Partidas é um poema inédito de Manuel Alegre, dividido em 12 partes, com o qual se inicia nesta Colecção a publicação de textos de poesia, lado a lado com a prosa de ficção.
PARTE 12
Um poema escreve-se entre a noite e a manhã
quando as águas irrompem na memória
e sob a página deixam a branca espuma
de um amor já distante um rosto um resto
um rasto um cheiro um som coisa nenhuma.
Caminha-se de encontro ao desencontro
e mesmo quando há ganho vem a perda
o segredo da História é o momento em que
tudo podia ser diferente. E o poema escreve-se
nesse breve senão. Para que dele fique
um tinir de cristal um fogo fátuo um eco
mesmo que não seja mais do que um virar
de página um imperceptível movimento
um acaso um se um mas que muda a vida.
E o poema é esse nada esse momento.
Até ao último instante D. Pedro espera
por Henrique e João. Mas Henrique não cumpre
e João morre de febres. Já ninguém se lhe junta.
Que futuro se foi com essas febres?
O poema será sempre essa pergunta.
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Histórias de Amor, contos
José Cardoso Pires
Sexta-feira, 10 Outubro 2008
Colecção: Mil Horas de Leitura, n.º 56.ª Edição
Revisão: Ana Cardoso Pires
Formato: 13,5×20,9
N.º Págs. 200
Preço com IVA: €19,00
ISBN: 978-989-95597-7-6
EAN: 9789899559776
A primeira edição deste livro foi publicada em Julho de 1952, pela Editorial Gleba, numa colecção de bolso intitulada Os Livros das Três Abelhas, dirigida por Victor Palla e Aurélio Cruz.
Foi retirado do mercado pela Censura em 26 de Agosto de 1952.
Tendo sido possível utilizar o exemplar onde estão sublinhadas a lápis azul as partes do texto que motivaram a apreensão da edição, indicam-se nesta edição esses sublinhados, mediante a sobreposição de uma rede de cinzento sobre o texto original, mantido sem cortes.
José Cardoso Pires nunca mais publicou este livro na sua versão inicial, embora o tenha mantido sempre na lista das suas obras completas.
Alguns destes contos (excepção feita a Romance Com Data que permaneceu sempre inédito) foram mais tarde reescritos e incluídos na edição de Jogos de Azar, publicada em 1963, pela Editora Arcádia.
Nesta edição conservam-se todos os contos na sua versão inicial.
José Cardoso Pires, então com 27 anos, decidiu reclamar da apreensão do livro junto dos Serviços de Censura. Primeiro, pessoalmente, tendo conseguido manter em seu poder o exemplar com a indicação dos cortes de censura que serviu de base a esta edição; depois, por escrito, logo em 26 de Outubro de 1952, através da carta que é conservada como anexo no final da edição.
Críticas de Mário Dionísio, Oscar Lopes e Luís de Sousa Rebelo, publicadas em 1952, são também conservadas, no final, como anexos a esta edição.
Na contracapa: reprodução de um óleo de Júlio Pomar, representando um retrato do Autor, datado de 1954.
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O Breve Sentimento do Eterno
Nuno Júdice
Segunda-feira, 27 Outubro 2008
Colecção: Mil Horas de Leitura, n.º 6
Formato: 13,5×20,9
N.º Págs. 100
Preço com IVA: €15,00
ISBN: 978-989-95597-8-3
EAN: 9789899559783
Um novo livro de poesia de Nuno Júdice, um dos nossos mais importantes poetas contemporâneos. Um livro que tem a singularidade de reproduzir, lado a lado, e datar, os textos manuscritos de todos os 41 poemas nele incluídos. Mostrando assim, de certa maneira, o trabalho e a agilidade da sua escrita.
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Viva o Povo Brasileiro
João Ubaldo Ribeiro
Quinta-feira, 15 Janeiro 2009
Colecção: Mil Horas de Leitura, n.º 7
Revisão: Lídia Freitas
Formato: 13,5×20,9
N.º Págs. 856
Preço com IVA: €28,00
ISBN: 978-989-8236-01-2
EAN: 9789898236012
Ao contrário da impressão que o título deste romance pode causar a uma primeira leitura, Viva o Povo Brasileiro não é uma saga da nação brasileira, nem uma tentativa de construir uma “história secreta” como contraponto da “história oficial”. Este extraordinário romance (Prémio Jabuti e Prémio Golfinho de Ouro em 1985), que deixou uma forte marca na literatura brasileira e em toda a literatura latino-americana, é principalmente a história exuberante e encantada da busca de identidade e da consciência do povo brasileiro, tão agredido na diversidade das suas raízes culturais. E também, de certo modo, a história do surgimento dessa consciência e da luta pela sua afirmação.
Mais de três séculos de história do povo brasileiro resumem-se neste livro, na sua escrita encantatória, na sua arquitectura exuberante, transformando João Ubaldo Ribeiro (Prémio Camões, 2008) num dos escritores mais importantes da literatura brasileira e mundial.
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A Casa dos Budas Ditosos
João Ubaldo Ribeiro
Quinta-feira, 22 Janeiro 2009
Colecção: Mil Horas de Leitura, n.º 8
Revisão: Lídia Freitas
Formato: 13,5×20,9
N.º Págs. 224
Preço com IVA: €18,00
ISBN: 978-989-8236-02-9
EAN: 9789898236029
Durante a IX Bienal do Livro – Rio de Janeiro, em Abril de 1999, João Ubaldo Ribeiro lança o livro A Casa dos Budas Ditosos, um romance sobre a luxúria que obtém um enorme sucesso de vendas, permanecendo mais de trinta e seis semanas, nas listas dos mais vendidos. O romance foi publicado em Espanha, França e outros países. Em Portugal, duas redes de supermercados proibiram a venda do livro nos seus estabelecimentos. Os protestos e a indignação generalizaram-se na comunicação social, sem uma explicação ou um pedido de desculpas. Apesar deste vergonhoso acontecimento, o livro teve depois várias edições em Portugal. Foi ainda traduzido para inglês, nos Estados Unidos.
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Miséria e Grandeza do Amor de Benedita
João Ubaldo Ribeiro
Terça-feira, 3 Março 2009
Colecção: Mil Horas de Leitura, n.º 9
Formato: 13,5×20,9
N.º Págs. 152
Preço com IVA: €15,00
ISBN: 978-989-8236-00-5
EAN: 9789898236005
Depois da publicação dos romances Viva o Povo Brasileiro e A Casa dos Budas Ditosos, dá-se sequência à edição das obras do Prémio Camões, 2008, João Ubaldo Ribeiro, com o romance Miséria e Grandeza do Amor de Benedita.
Um romance curto, extraordinariamente bem trabalhado do ponto de vista da escrita e da sua arquitectura interna, pleno de ironia e de mistérios, localizado na ilha de Itaparica, local de nascimento do próprio Autor:
“E o que é que se vê nesta ilha, que no mundo não tem comparação? Nem uma vida, nem duas vidas, nem quatro vidas, nem dezoito vidas bastariam para se aprender tudo o que há na ilha. Sabe-se de gente que está nela faz mais de quarenta ou cinquenta encarnações e, a cada encarnação, por mais bem vividas que tenham sido as anteriores, o encarnado pode até pensar que já compreende muita coisa mas, quando fica velho, vê que não compreende quase nada, precisa voltar sabe-se lá quantas vezes – Deus não tem pressa nenhuma, para ele tudo é ontem, hoje e amanhã, só quem vive dentro do tempo somos nós.”
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Luxúria Branca e Gabriela
João de Melo
Segunda-feira, 30 Março 2009
Desenhos: Francisco Simões
Colecção: Mil Horas de Leitura, n.º 10
Formato: 21,5×27
N.º Págs. 80
Preço com IVA: €25,00
ISBN: 978-989-8236-05-0
EAN: 9789898236050
N.º 10 da Colecção MHL, edição especial, cartonada, aparada, desenhos da capa e interior de Francisco Simões, formato especial 21,5×27.
“Devemos a João de Melo um dos mais belos livros dos anos 80, O Meu Mundo Não é Deste Reino, onde se cruzam com uma desenvoltura e uma violência raras na ficção romanesca nossa contemporânea, grandes e pequenos sentimentos, uma ordenação do mundo a partir de um imaginário ilhéu, amoroso, romântico e religioso.”
Francisco José Viegas (revista Ler, Janeiro de 1989)
“Entre Pássaro e Anjo, de João de Melo, recupera espectacularmente a tradição do conto português, que, em termos contemporâneos, tem parâmetros exemplares em Manuel da Fonseca, Mário Dionísio, Branquinho da Fonseca, Irene Lisboa, Maria Judite de Carvalho e José Cardoso Pires.”
Baptista-Bastos (Diário Popular, 13.7.1987)
“São contos simbólicos, metafóricos, com recurso ao estilo realista a que o autor se mantém fiel: onde a literatura surge, escorreita, limpa, lisa, habilidosa. O limite máximo é atingido com ‘Os Animais Docentes’, um excelente, excelente conto.”
Clara Ferreira Alves (Expresso, 15.8.1987)
“Gente Feliz Com Lágrimas é um belo romance, bem concebido e bem escrito,denso, impiedoso e dorido, recheado de cenas surpreendentes. Os Açores, e as letras pátrias, estão de parabéns por esta grande epopeia de amor e lucidez.”
Miguel Torga (carta de 7.5.1989)
“São contos perfeitos, estes de Bem-Aventuranças. Contos aliciantes. De um erotismo lento e feminino – e na percepção do mundo feminino, tão difícil a um autor no masculino.”
Cecília Barreira (JL – Jornal de Letras, 10.3.1992)
“O que há de singular na escrita de João de Melo, neste Dicionário de Paixões, é a extrema tensão entre a pulsão narrativa e a pulsão poética. Dir-se-ia que a prosa quer deixar de ser prosa sem chegar a ser poema. E tanto mais prosa quanto mais tende a deixar de o ser.”
Manuel Alegre
(JL – Jornal de Letras, 12.4.1995)
“O Homem Suspenso inscreve-se entre os livros sobre um sentimento perturbador de exílio interior. Além desse aspecto, que o faz actual e nascido da mandrágora venenosa própria do nosso tempo, fica-se perante a voz particular de um grande escritor e de um importante livro sobre a dissolução.”
Lídia Jorge
(JL – Jornal de Letras, 4.12.1996)
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O Albatroz Azul
João Ubaldo Ribeiro
Segunda-feira, 12 Outubro 2009
Colecção: Mil Horas de Leitura, n.º 11
Revisão: Lídia Freitas
Formato: 13,5×20,9
N.º Págs. 248
Preço com IVA: €16,00
ISBN: 978-989-8236-16-6
EAN: 9789898236166
O novo romance de João Ubaldo Ribeiro (Prémio Camões 2008).
* UMA OBRA DE GÉNIO *
Depois da publicação pelas Edições Nelson de Matos dos romances Viva o Povo Brasileiro, de A Casa dos Budas Ditosos, de Miséria e Grandeza do Amor de Benedita, 7 anos após a publicação do seu último romance, João Ubaldo Ribeiro dá sequência à sua obra romanesca com a publicação simultânea em Portugal e no Brasil de O Albatroz Azul.
Um romance que se integra directamente no melhor do património literário mundial, um livro que nos traz a felicidade de nos divertir, de nos fazer pensar, de nos deslumbrar com a exuberância da sua arquitectura linguística e a surpresa constante das suas situações. Uma obra de génio, sim. Densa, misteriosa, acutilante. Como “o zizio de uma faca sendo amolada na pedra”.
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Vozes no Escuro
Rui Vieira
Quinta-feira, 17 Dezembro 2009
Colecção Mil Horas de Leitura, n.º 12
Revisão: Lídia Freitas
Formato: 13,5×20,9
N.º Págs. 224
Preço com IVA: €16,00
ISBN: 978-989-8236-18-0
EAN: 9789898236180
Neste seu novo romance, uma noviça de dezassete anos interroga-se sobre a sua verdadeira vocação, isolada no castigo da cela de um convento durante seis dias, sentindo-se possuída pelos espíritos e pelas vozes das anteriores freiras que habitaram a mesma cela.
Vozes que dão vida às personagens e se fundem com a história do convento, atravessando dois incêndios e a respectiva reconstrução; um segredo que na hora da morte se passa de boca em boca; uma Ordem herética em que a expiação dos pecados se alcança com o sofrimento da carne, através da doação do corpo aos excluídos da sociedade — aqueles que nem as prostitutas aceitam — num acto de comiseração pelo próximo que as escrituras e a oração aprovam.
Com a fluidez de escrita que Rui Vieira nos mostrou em Guardador de Almas e A Eternidade Noutra Noite, este é um romance a várias vozes, cruzadas no tempo e no espaço.
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Sargento Getúlio
João Ubaldo Ribeiro
Terça-feira, 31 Agosto 2010
Colecção: Mil Horas de Leitura, n.º 13
Revisão: Lídia Freitas
Formato: 13,5×20,9
N.º Págs. 264
Preço com IVA: €18,00
ISBN: 978-989-8236-17-3
EAN: 9789898236173
1.ª EDIÇÃO EM PORTUGAL
Nas livrarias a partir de 11 de Outubro
O sargento Getúlio Bezerra é um homem rude e ignorante, um polícia militar que vai transportar, através do sertão de Sergipe, um preso político inimigo de seu chefe, o coronel Acrísio Antunes. Pelo caminho vai recordando e monologando o seu passado de aventuras e violência.
Durante o percurso, na companhia do colega Amaro, Getúlio é informado que uma mudança de cenário político o obriga a abandonar a missão. Não acredita. E decide seguir até ao fim as ordens do chefe, custe o que custar. “Eu vou levar esse traste arrastado ou espetado, (…) e chegando lá apresento ele”.
Romance inovador, nele João Ubaldo demonstra o seu génio incomparável, a sua excepcional capacidade para manejar as palavras e criar uma nova linguagem, forçando-as a transmitir novos significados e novas emoções.
“João Ubaldo é o maior escritor de minha geração, um dos maiores da literatura em língua portuguesa de todos os tempos.”: Cacá Diegues
Deste romance nasceu em 1982 o filme com o mesmo nome produzido e dirigido por Hermano Penna. Argumento de Hermano Penna e Flávio Porto, com diálogos adicionais do Autor; Fotografia Walter Carvalho; Música José Luiz Penna, Tiago Araripe, Paulinho Costa; Cenografia, Figurinos, Maquilhagem, Joel Queiroz; Elenco: Lima Duarte (Sargento Getúlio), Orlando Vieira (Amaro), Inez Maciel (Luzinete), Fernando Bezerra (preso), Flávio Porto (Padre), António Leite (Tenente), Otavio Sales (Nestor), Marcia de Lima (Filha de Nestor); Povo da Cidade de Poço Redondo, Sergipe. Vencedor do XI Festival do Cinema Brasileiro de Gramado. Tripla escolha para Melhor Filme em votação do Júri oficial, da Crítica e da Imprensa. Melhor Actor: Lima Duarte. Melhor actor secundário: Orlando Vieira (Amaro).
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Crónicas com Fundo de Guerra
Pepetela
Quarta-feira, 23 Fevereiro 2011
Colecção: Mil Horas de Leitura, nº.14
Formato 13,5×20,9
Nº. de págs. 216
Preço com IVA: €15,00
ISBN: 978-989-8236-25-8
EAN: 9789898236258
As crónicas que compõem este livro foram publicadas no jornal “Público” de 1992 a 1995 e tinham por título genérico “Da Terra dos Mitos”. Poderia ser até um bom título para manter. Mas as crónicas tinham sido escritas na altura em que, depois do processo de pacificação e eleições do ano de 1992, altura em que tudo de bom parecia possível de realizar em Angola, se seguiu a desilusão do fracasso colectivo que significou
a continuação da guerra civil, até em muito mais larga escala de sofrimento e destruição.
Como se destinavam a um público estrangeiro, uma parte importante dele sem referências sobre o país, pouco se falava de guerra ou assuntos directamente políticos mas antes do dia-a-dia e do despontar de pequenas notas de esperança, por vezes mesmo alguma ficção. No entanto, a guerra estava presente e o seu batuque ecoava por toda a parte, abafando a esperança. Talvez ainda se encontrem ecos nestas crónicas. Daí o título do actual livro.
Quase vinte anos passados depois de escritas, apresentam ainda eventualmente situações semelhantes
às do presente. Alguns aspectos estão ultrapassados, para melhor ou para pior, dependendo dos pontos
de vista. Preferimos não peneirar, mantendo mesmo as que nitidamente se encontram demasiado datadas. Essas valerão pelo testemunho de um tempo que não queremos que volte.
Com esta publicação em livro se abre também a oportunidade de as apresentar a um público angolano,
o qual, espero, perceberá não ter sido o alvo inicial, embora nelas esteja exclusivamente representado.
“O cão que pensava demais”,
José António Saraiva
Sexta-feira, 1 Abril 2011
Colecção: Mil Horas de Leitura, nº.16
Formato 13,5×20,9
Nº. de págs. 406
Preço com IVA: €23,00
ISBN: 978-989-8236-28-9
EAN: 9789898236289
Nas livrarias a partir de 11 de Abril.
Esta história passa-se nos anos 80, no Portugal emergente da revolução.
Os locais referidos são reais, as figuras públicas expressamente nomeadas também, mas as personagens são totalmente ficcionadas.
Elas procuram sofregamente uma saída, num país onde as grandes ilusões já tinham cedido o lugar à descrença.
“Quem julgava conhecê-lo não o imaginava a escrever ficção. Mas ela aí está – a narração de um amor, quase em registo de intriga policial sem polícias. A segunda surpresa é a segurança e maturidade dessas páginas, que em nada denunciam o estreante”
Sobre “O Último Verão na Ria Formosa”, quando da sua surpreendente estreia no romance,
in Expresso, Cartaz.










